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São
Pedro Julião Eymard
por
Irmão João Eduardo
Pedro Julião Eymard nasceu em La Mure d`Isére, na
França, em 04 de fevereiro de 1811.
Desde muito pequeno sentia em seu coração um profundo
amor ao Santíssimo Sacramento. Regularmente fugia de casa
para entrar na Igreja e poder adorar Jesus na Eucaristia.
Tinha
só cinco anos, quando, certo dia, desapareceu de casa e
os pais já estavam preocupados. Procuraram-no por toda
parte, até que o encontraram na Igreja bem perto do Sacrário.
“O que está fazendo aqui?”, perguntou sua mãe.
“Eu
estou falando com Jesus”, respondeu o pequeno Pedro. Diante
do Santíssimo Sacramento nasceu-lhe a vocação
religiosa e sacerdotal.
Encontrou
muitas dificuldades por parte do pai em relação
à vocação. Ele considerava a presença
do filho necessária para o sustento da família,
mas Pedro não desistiu. Sua busca pela Vontade de Deus
o perseguia sempre e o empurrava a orientar-se cada vez mais para
a Eucaristia pela qual queria fazer algo particular.
Ao
final de um laborioso percurso familiar e vocacional, conseguiu
entrar no Seminário Maior de Grenoble e, em 1834, foi ordenado
sacerdote.
Sobre
o Ministério Sacerdotal dizia ele: “O Sacerdócio
é a dignidade maior que há sobre a terra. Supera
a dos reis. Seu império se exerce sobre as almas. Suas
armas são espirituais. Seus dons são divinos. Sua
glória, seu poder, os do próprio Jesus Cristo. O
sacerdote completa a criação divina, elevando o
homem a Deus e refazendo-o à sua imagem e semelhança,
maculadas e desnaturadas pelo pecado”.
Em
1839, iniciou uma experiência de vida religiosa entrando
na Congregação dos Padres Maristas. Deus, porém
tinha outros planos, assim como nos afirma o Livro Profeta Isaías:
“Os meus projetos não são os projetos de vocês,
e os caminhos de vocês não são os meus caminhos”
(Is 55, 8).
Pedro
devia ser missionário da devoção da Santíssima
Eucaristia na terra natal, França, para irradiar pelo mundo
afora um grande amor a Jesus Eucarístico.
Diante
da indiferença dos fiéis e da pouca participação
no Santo Sacrifício, Pedro sentiu profunda reação.
“Deus não é amado, porque não é
conhecido”, dizia ele. “É necessário
tirar Cristo do sacrário, apresentá-lo ao povo como
o grande Senhor, Mestre, Salvador, vivo, real em nosso meio”.
No
dia 13 de maio de 1856, a pedido da Bem-aventura Virgem Maria,
fundou a Congregação do Santíssimo Sacramento.
O novo Instituto recebeu imediatamente a aprovação
do arcebispo, e mais tarde, em 1863, a benção e
a aprovação definitiva do Papa Pio IX.
Viajou
por toda a França, levando sua mensagem eucarística.
Dizia ele: “Coragem! Penetremos em Nosso Senhor. Amemo-lo
um pouco por si mesmo. Saibamos esquecer-nos, darnos a Ele, tão
bom Salvador. Imolemo-nos um pouco. Vede esses círios,
essa lâmpada que os consomem lentamente sem deixar vestígio,
sem nada se reservar. Por que não nos oferecer a Nosso
Senhor em holocausto que se consumirá cabalmente? Ah! Não
vivamos mais! Que Jesus – Hóstia, que tanto nos ama,
viva exclusivamente em nós!”
Colocou
sua obra sob a proteção de Nossa Senhora, dando-lhe
um novo título: Nossa Senhora do Santíssimo Sacramento.
Deixou numerosos escritos de espiritualidade eucarística.
Foi
descrito pelo Papa Pio XII como “o maior herói e
campeão de Cristo presente nos Tabernáculos”.
“Tal era a missão de Pedro Julião, na Igreja
de Cristo: prostrar-se perpetuamente diante DELE, na Adoração
de espírito, coração e obras, ser o apóstolo
de sua presença entre nós, e reunir em torno do
Trono Eucarístico uma legião de almas que O serviriam
e lhe prestariam homenagens. A esse fim consagrou sem reservas
os dois últimos lustros de sua vida, através de
decepções e contradições, sofrimentos
e penas, e aos 57 anos o arauto do Santíssimo Sacramento
recebia a recompensa da coroa imortal. (trecho de um discurso
de Sua Santidade o Papa Pio XII).
São
Pedro Julião Eymard rogai por nós!
Ir.
João Eduardo Miranda
Consagrado da Comunidade Dominus Salus
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